04 janeiro 2008

Clipe para banda Oito Mãos

http://www.youtube.com/watch?v=dmK1x32RKnc

25 março 2007

E no espelho

Um descompasso, uma distração. Estava até o momento concentrada, a tal ponto de nem estar mais ali. Foi naquele segundo, naquele súbito impulso que tomou conta de meus músculos. Contraíram-se e virei-me.
Ato impensado que me custou este texto.
Sentada ali nada mais existia. Além da mesa, eram meus pensamentos que também estavam fora de ordem. Mas estavam focados no que lia e criando algo que... se perdeu, no momento que aconteceu este estremeço.
Ao virar-me, tinha um espelho. E por alguns milésimos de segundos, ou algum tempo pequeno destas “nano medidas”, não vi. Não vi a costumeira face de lábios selados pelas idéias; de olhos refletidos neles mesmos, que tanto já me era comum. Não. O que vi foi algo encantadoramente diferente, que durou nano infinitos minutos.
Como podemos nos definir assim tão certos? Sensatos... Estamos mesmo perdidos! Perdidos em nós mesmos e nossa multiplicidade. Não, Pirandello, não quero escolher. Agora, quero ser cem mil. E pronto! Caso eu mude de idéia, ficarei à vontade.

04 março 2007

Sobre Sorte e Azar

Foi quando muito pequena, uma peraltice me deixou uma marca na testa. Excluindo-se o dia em que ela apareceu, pois este inclui muita confusão, sangue, injeção na testa (sim, dói muito!), muitos médios e dor, ela nunca me incomodou... Sempre achei até bonita! Uma cicatriz... Minemotécnica de uma infância bem vivida.
Fui constantemente apoiada pela filosofia da vovó: “Somente as mulheres fatais têm cicatrizes no rosto”. Ótimo! Eu era, então, uma mulher fatal! Com prova e tudo! Certo, mas porque diabos tive que me arrumar mais uma? Com certeza não era por auto-afirmação!
Aproveitando o intervalo de uma aula, eu e uma amiga fomos papear e comer besteiras. Andávamos tranquilamente pela feirinha de alimentos armada no centro da UNICAMP. Clima tranqüilo, sem pressa... A moça da barraca da frente resolveu, bem naquela hora e não outra hora qualquer, arrumar o bendito toldo de sua barraquinha. Joga a lona pra cá... Joga pra lá... E teve a brilhante idéia de lançar o elástico (daqueles que muitos motoqueiros também usam, que são coloridos com “ganchos” nas extremidades) de trás da barraca para frente. Eu, imersa na história que contava para a amiga, não reparei o que a moça da barraca estava fazendo.
De repente... “Ai! Tati, o que é isso?”. O “inofensivo” gancho do elástico lançado pela moça descuidada prendeu na minha dobrinha conseqüente do movimento de fala, entre meu lábio e a bochecha. Por estar sem o plástico protetor, o gancho fixou bem, muito bem. Uma vez que a simpática senhora dona da barraca não viu onde o gancho tinha “enroscado”, ou fisgado, ela o puxou com toda força! Qual era a probabilidade? Dois pontinhos no universo se encontrarem de forma tão inconveniente! Minha dobrinha do rosto e gancho. Juntos!
Se já reclamavam que eu falava demais, agora eu tinha uma desculpa... Fiquei com duas bocas! Quando ela puxou, o gancho rasgou parte de minha bela cútis de uma forma bem dolorida. Não entendi nada! Só queria saber de onde vinha o sangue da minha bochecha... Até que veio o ardor e eu entendi o que tinha acontecido.
Como a senhora, que era um amor de pessoa, não quis nem me ver, corri para o banheiro com a amiga escudeira, que vinha logo atrás. Ao me olhar no espelho... “Putz Tati! Ela ferrou com o meu rosto! Que merda!” E eu ainda tinha que voltar para a sala de aula... Com esse novo visual! Que beleza!
Muitas piadinhas depois e vinte dias com esparadrapo no rosto, até que melhorou... Mas a cicatriz foi inevitável! Utilizando-me da sábia habilidade de virar a luneta, algumas reflexões me vieram à cabeça... Poxa, podia ser bem pior... Poderia ser no olho, no nariz... Ou até pegar tétano!
Hoje, sei que no universo estranho em que se encontra meu azar, se por ventura for atropelada, será por uma ambulância!

19 fevereiro 2007

Tudo se copia...

E não é que pegaram o Chaves, deram um tapinha, tiraram a poeira e jogaram na água? O mexicano aprendeu a falar inglês e está no fundo do mar: Bob Esponja retomou todos os ingredientes do eterno seriado latino, mas com um toque de verniz.
A cara ingênua e aparente vulnerabilidade do personagem que morava num barril estão, agora, num abacaxi. E não foi só ele não! A vila toda mudou para os domínios de Poseidon.
Será que poderíamos colocar o Siri Cascudo para cobrar o aluguel? Melhor ainda, o Seu Madruga dono da lanchonete, que tal? Bob Esponja tem dois melhores amigos: Sandy e Patrik. Soa familiar? Acho que Patrik não tem bochechões, mas continua o mesmo.
Então, os americanos se renderam à criação mexicana? Foi Chaves um vanguardista? Será a próxima vila no espaço? Haverá vilas em Marte? Quem sabe não mudaremos do México para dançar um Tango Argentino!
Simplicidade, trocadilhos e piadas clichês (mesmo que atualizadas). Sim, um programa que não é original nem traz formas e estruturas novas faz um explosivo sucesso para diferentes públicos devido a vasta e diferente interpretações para as piadas e referências (estilo herdado, também, do menino do barril).
Bom, em nome de um mundo melhor, estamos sempre reciclando!
Ruth Almeida

03 setembro 2006

The Light House

Get in.
Without previously note,
Get in.
Kick the front door and
Come as there is nothing in the way.
Get in.
When I am looking the other way,
Get in.
Be impulsive and know what you want
Come as this is the only possible way
Get in.
A high brick wall so I can be weak
A light house so I can get lost in the sea
Something about your eyes
But they might just be reflecting me
My independence depends on you.
Get in.

23 agosto 2006

Revolução Silenciosa

Durante algum tempo imaginou-se uma revolução alarmante e com muita desordem para que, posteriormente, se faça a ordem, mas uma diferente. Recentemente, ao ler o livro O Mundo é Plano (Friedman, 2005), me dei conta de que a revolução já está acontecendo, e de uma forma muito diferente da esperada: silenciosamente.
Precisamente no capítulo dois, ao falar sobre a terceira e quarta forças que “achataram o mundo” (tornaram-no horizontal e interconectado), percebe-se que este autor está maravilhado com a revolução tecnológica que ele mesmo pesquisa. Assim como o próprio autor escreve, seu trabalho concentra-se “exclusivamente em problemas econômicos”, deixando, desta forma, de analisar uma mudança comportamental que será fundamental para a real compreensão do que ele pretende pesquisar: O software livre e a terceirização desta indústria. Neste capítulo, Friedman explica de maneira muito clara e mostrando muito conhecimento e propriedade sobre o Fluxo de Trabalho e sobre o Código Aberto. O jornalista, depois de muito pesquisar sobre software livre, foi buscar opiniões dos que produziam os comerciáveis. A questão colocada é que, ao fazer sua análise sobre como os softwares livres estão se difundindo e se tornando uma ameaça a gigantes, por exemplo a Microsoft Windows, ele ainda mantém seus valores e compreensão ligados a um pensamento característico do sistema capitalista, impedindo-o de perceber que uma revolução muito mais importante já está acontecendo. As dúvidas referentes a esta auto-organização, que desenvolve sistemas e softwares não comerciáveis, partem do pressuposto que o objetivo geral seja o lucro e o desenvolvimento frente a concorrentes, ou seja, a manutenção do pensamento capitalista faz com que o questionamento frente às pessoas determinadas a manter sistemas de operação como o Linux seja incoerente, uma vez que o objetivo destas estão diferentemente direcionados, seguindo valores diferentes dos que analisam esta “corrente”.
“Quando as pessoas teimam em não cobrar pelo software, quando insistem em que ele seja distribuído de graça, a indústria perde a possibilidade de ganhar corpo. [...] Para haver inovação, precisa haver capitalismo. [...] Como então os produtos vão reter seu valor?” (Friedman, 2005, p.120). Este é o pensamento predominante para os membros da Microsoft, incluindo Bill Gates, sendo que esta é uma linha de pensamento que segue numa direção oposta aos membros de uma organização que trabalha com o desenvolvimento do software livre. Neste, o dinheiro não é o incentivo, houve uma mudança de valores a partir da qual se criou uma produção que visa o coletivo. “Pode ser verdade (que este é um modelo de produção pós-capitalista). Neste caso, teremos questões colossais de governança global para resolver, a fim de determinar quem é dono do que e como pessoas físicas e jurídicas poderão lucrar com suas criações” (Friedman, 2005, p.122). Fica claro que se analisado com um pensamento voltado para o lucro, principalmente o individual, não se poderá compreender o que os autores e criadores do software livre estão desenvolvendo em nome de um povo.
Quem vai ficar com a recompensa? Ninguém e todos. E ai que está a grande revolução.
Para os novos tecnólogos, que estão se mostrando até superiores aos da Microsoft, por exemplo, a recompensa passou a ser o resultado. O objetivo agora era melhorar programas e sistemas apenas para obter resultados e que estes fossem livremente e, principalmente, gratuitamente disponíveis. Talvez seja ingenuidade não admitir que dentro dos objetivos esteja também a possibilidade de um status no meio tecnológico, mas mesmo que isso faça parte, seus membros assumem responsabilidades tanto técnicas quanto sociais completamente diferentes das empresas de tecnologia voltadas ao comércio.
Este ideal estimulador no processo de criação não é novo. Santos Dumont não registrava suas criações, ou seja, não tinha nenhum direito autoral sobre elas. Não obstante, fazia questão de entregar plantas com projetos e dividir idéias com quem o procurasse. Provavelmente ele não tinha nenhum ideal libertário ou uma revolução em mente, mas participou de uma nova forma de produção colaborativa, tendo como estímulo o resultado: Não importando seus inventores, queria que aquele sonho fosse viável, ou melhor dizendo, planável.
Assim, algumas décadas depois, a tecnologia permitiu que pessoas com objetivos em comum se comunicassem a distância e pudessem discutir suas idéias mesmo que separados geograficamente. Projetos que fazem parte do Código Aberto são criados, transformados e aperfeiçoados on line, entre muitos técnicos do assunto. Desta forma, o desenvolvimento é mais rápido e, seguindo a filosofia de seus criadores, gratuitamente difundido!
Mesmo que esta forma de produção discuta e vá de encontro à propriedade privada, pode apoiar indiretamente a formação de pequenas e "promissoras" empresas e a livre concorrência entre elas, que estão interessadas em usufruir da disponibilidade dos softwares livres para iniciarem sua participação nesta economia. Ainda assim, o software livre pode ser a grande demonstração de que muitas pessoas estão criando visando o comum, fazendo parte de uma produção colaborativa, bem distante da competitiva, sendo uma “ameaça” ao pensamento atrelado à filosofia de que a única forma de estímulo é a recompensa econômica.A grande ironia é que talvez eu não faça parte desta revolução. Agora, neste exato momento, escrevo em um laptop a Acer, cujo processador é da Intel e com o software de sistema operacional da Microsoft, Windows XP. Mas, quem sabe o que Marx afirmava sobre a consciência de classes agora se transponha para a tecnologia digital.

21 agosto 2006

Straight Ahead

CHORUS:
I wanna see who can stop me know
I wanna know who will bring me down

Life is too short
It will pass you in a run
If you don’t learn

We all die, cry
We all fall sometimes
Get up, give another try

CHORUS

You run to fly
Just need to find
Your place

In the crowd
You loose ID somehow
Sometimes I do too

CHORUS

Give away the chain
It’s not so bad
Go ahead

Now I’ve put my mind
Into it so
I’ll give the sprint and go

CHORUS