05 março 2009

Exposição Versáteis

A exposição Versáteis é uma amostra do meu trabalho fotográfico sobre as peças apresentadas pela Cia Versátil durante seus 4 anos de graduação na Unicamp.

Nome da exposição: Versáteis
Fotógrafa: Ruth Almeida
Curadoria: Carolina Engler e Juliana Engler
Local: Centro de Convenções - Espaço de Arte - Rua: Elis Regina, 131 - Unicamp. Tel (19) 3521-1732

Abertura:
03 de março de 2009 - 12h30

Período de visitação:
03 de março a 13 de março de 2009
2a à 6a, das 9h00 às 17h30

20 janeiro 2009

Quando acontece, acontece.

Coisas acontecem o tempo todo em todos os lugares. Idéia que perdeu sua obviedade quando fui surpreendida pelo que me aconteceu.

Numa noite muito fria de inverno do hemisfério norte, deixei minha grande companheira diária dentro do carro, pois minha bolsa era pequena demais praquela garrafa d'água. Demorei um pouco para voltar e, quando o fiz, a grande surpresa! A água tinha congelado. Toda ela. A garrafa inteira. Pedra.

Aquele acontecimento tão simples, mas tão impossível. Não fazia parte de forma alguma das minhas possibilidades objetivas. Jamais esperei tal transformação dentro de um carro! Fiquei parada um momento extasiada pelo fato. Tão simples... Tão óbvio... Mas tão inesperado para mim.

Imediatamente um turbilhão de pensamentos me tomaram conta. O que mais será que é impossível para mim? O que mais eu não consigo entender? O que mais será que eu não consigo enxergar? O que mais eu nem cogito ser um acontecimento?

Talvez a história do nativo que demorou dias até conseguir enxergar o barco do 'visitante' que chegava seja mesmo verdade. Uma forma tão diferente daquelas já concebidas que são simplesmente inaceitáveis para o virgem cérebro. E que dirá diferentes idéias! Diferentes percepções! Como é difícil falar sobre alteridade... Ainda mais agora!

Acho que é justamente isso que me encanta na antropologia. Deixa nossos cérebros 'maiores', mais 'possíveis', mais permeáveis. Deixa-nos sempre numa situação de constante construção. Foi exatamente o que senti.

Com essa banal experiência pude sentir a limitação que temos em compreender. Por esse pequeno fato. Assim, só porque a água congelou.

31 outubro 2008

Pedra na Cabeça

Às vezes nos preocupamos com coisas que não temos o menor controle sobre; e são essas que incomodam mais. Aquelas coisas que nos deixam com a cara meio séria, sobrancelhas contraídas involuntariamente e a mente ausente de onde o corpo se encontra. Precisamos verbalizar urgentemente, mas o que? Pra quem? Que pedra é essa no meu caminho? Acho que o erro está exatamente ai: a pedra não está no caminho. Não, pelo menos, ainda.

Foi num desses momentos que ouvi esta história: "Ontem eu cheguei em casa morta de cansada lá pela meia noite, depois de trabalhar o dia todo. Quando enfiei a chave na porta (porta essa de madeira oca) saíram milhares de formigas gordas de dentro e cobriram a porta. Entramos em casa e o teto do nosso quarto estava forrado de formigas. Todos os quartos PRETOS. Eram MUITAS. Peguei um inseticida, e comecei o extermínio. Eu chorava e espirrava o veneno e meu marido varria, pois não tinha mais nem lugar para pisar. Chorava e envenenava. A operação acabou às 4h30 da manhã".

Sabe, de uma forma diferente e muito mais objetiva, essa história acabou dando o mesmo conselho que minha mãe: "preocupe-se com seus problemas reais". Concentre-se nas pedras e lombadas do caminho, e não nas da cabeça! Como com as formigas, mas diferente.

02 setembro 2008

Business, as usual...

http://www.youtube.com/watch?v=d4lzKLMuabs

27 agosto 2008

I fell.
I fell because I jumped.
I felt I almost did. But I knew I didn't.
It didn't make sense.

I fell.
I fell because I jumped.
I felt the sea floating me around. It was great.
I fell into that thought.
I felt like nothing could change that.

Then,
I fell.
I fell in love.
Throw my self as one came at the same direction.
I'm still falling.
Free falling.
And it has never made so much sense.

02 junho 2008

Meaning... ?

Têm noites em que nada faz sentido. Parece que cabeça e travesseiro não combinam e que deitado é uma posição muito desconfortável para descansar. A pequeníssima fresta de luz que passa pela janela se torna uma chama que alimenta a imaginação dos os olhos semi-abertos a procurar uma resposta para uma pergunta que não se queria fazer. O corpo falseante não se encontra. De um lado para outro procura relaxar os músculos que não se rendem. O único movimento que traz alívio, mesmo que momentâneo, é tirar as meias e enxergar um pé um com o outro, num movimento tão tateante quanto os cegos pensamentos na cabeça. As mãos, entrelaçadas, são levadas aos cabelos e ficam entre aqueles que já estavam em conflito a muito. É como uma rendição à condição. Suspiro e deixo os pensamentos me tomarem por completa.

Têm dias em que nada faz sentido. Aqueles dias, acordados de noites quase não-dormidas. Dias que as pessoas falam e não dizem nada. Ninguém realmente entende o que falo e idéias flutuam sem rumo, bem como o corpo. Como se a gravidade tivesse esquecido deste, fazendo com que o ritmo e movimento fossem tão diferentes dos outros! Sigo com a rotina por costume e nesta nada surpreende. Não se vê motivo. Não se entende as regras. Não se vê. Não enxerga.

Mas têm dias em que tudo faz sentido. Encontramos o que não procurávamos e muito menos sabíamos que existia. É como se a sintonia fosse tamanha que as coisas e os pensamentos nos encontram antes mesmo de nós os querermos. Os acontecimentos se entrelaçam; as peças, antes aleatórias, se encaixam perfeitamente. Sem medo algum do desconhecido, pois esses dias trazem consigo a certeza de coincidências felizes e a colheita de novas peças. A gravidade também esquece do corpo neste dia, mas para lhe dar leveza. Se o ritmo está tão diferente dos outros, já não importa. Tudo faz sentido.

Por isso, espero e resisto pacientemente por aqueles poucos dias à espera destes! Dias tão calorosos, grandiosos e aconchegantes... Que nos abraçam e nos colocam em algum lugar que nos sentimos pertencentes. Por mais que aparentemente distantes, são como um. Uma estranha complementaridade que nos enriquece e fortalece. Tormentas intermitentes em meio a períodos maiores de intensas explosões de tranquilidade.